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Capítulo 11 · 13 / 52

11.14

ततः स विस्मयाविष्टो हृष्टरोमा धनञ्जयः ।
प्रणम्य शिरसा देवं कृताञ्जलिरभाषत ॥१४॥

tataḥ sa vismayāviṣṭo

hṛṣṭa-romā dhanañjayaḥ

praṇamya śirasā devaṁ

kṛtāñjalir abhāṣata

tataḥ—em seguida; saḥ—ele; vismayāviṣṭaḥ—dominado pelo assombro; hṛṣṭa-romā—com os pelos do corpo arrepiados devido ao seu grande êxtase; dhanañjayaḥ—Arjuna; praṇamya—oferecendo reverências; śirasā—com a cabeça; devam—à Suprema Personalidade de Deus; kṛtāñjaliḥ—de mãos postas; abhāṣata—começou a falar.

Então, perplexo e atônito, com os pelos arrepiados, Arjuna pôs-se a orar de mãos postas, oferecendo reverências ao Senhor Supremo.

Uma vez revelada a visão divina, a relação entre Kṛṣṇa e Arjuna muda imediatamente. Antes, Kṛṣṇa e Arjuna mantinham uma relação baseada na amizade, mas aqui, após a revelação, Arjuna oferece reverências com grande respeito e, de mãos postas, ora a Kṛṣṇa. Ele louva a forma universal. Assim, a relação de Arjuna torna-se mais de assombro do que de amizade. Os grandes devotos veem Kṛṣṇa como o reservatório de todas as relações. Nas escrituras se mencionam doze tipos básicos de relações, e todas elas estão presentes em Kṛṣṇa. Diz-se que Ele é o oceano de todas as relações trocadas entre dois seres vivos, entre os deuses, ou entre o Senhor Supremo e Seus devotos.

Diz-se que Arjuna foi inspirado pela relação de assombro e, nesse assombro, embora por natureza fosse muito sóbrio, calmo e tranquilo, tornou-se extático, seus pelos arrepiaram-se, e ele começou a oferecer reverências ao Senhor Supremo de mãos postas. Não estava, certamente, com medo. Foi afetado pelas maravilhas do Senhor Supremo. O contexto imediato é o assombro; sua amizade amorosa natural foi sobrepujada pelo assombro, e por isso ele reagiu dessa forma.