Capítulo 11 · 48 / 52
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अर्जुन उवाच ।
दृष्ट्वेदं मानुषं रूपं तव सौम्यं जनार्दन ।
इदानीमस्मि संवृत्तः सचेताः प्रकृतिं गतः ॥५१॥
arjuna uvāca
dṛṣṭvedaṁ mānuṣaṁ rūpaṁ
tava saumyaṁ janārdana
idānīm asmi saṁvṛttaḥ
sa-cetāḥ prakṛtiṁ gataḥ
arjunaḥ uvāca—Arjuna disse; dṛṣṭvā—vendo; idam—esta; mānuṣam—ser humano; rūpam—forma; tava—Tua; saumyam—muito bela; janārdana—ó castigador dos inimigos; idānīm—neste momento; asmi—estou; saṁvṛttaḥ—restabelecido; sa-cetāḥ—em minha consciência; prakṛtim—à minha própria; gataḥ—tornei.
Quando Arjuna assim viu Kṛṣṇa em Sua forma original, disse: Vendo esta forma de aparência humana, tão belíssima, minha mente está agora apaziguada, e estou restabelecido em minha natureza original.
Aqui as palavras mānuṣaṁ rūpam indicam claramente que a Suprema Personalidade de Deus é originalmente de duas mãos. Aqueles que zombam de Kṛṣṇa, considerando-O uma pessoa comum, mostram-se aqui ignorantes de Sua natureza divina. Se Kṛṣṇa é como um ser humano comum, como Lhe seria possível mostrar a forma universal e em seguida mostrar a forma de Nārāyaṇa de quatro braços? Assim, afirma-se com toda clareza no Bhagavad-gītā que aquele que pensa que Kṛṣṇa é uma pessoa comum e desorienta o leitor afirmando que é o Brahman impessoal dentro de Kṛṣṇa que está falando, comete a maior das injustiças. Kṛṣṇa de fato mostrou Sua forma universal e Sua forma de Viṣṇu de quatro mãos. Como, então, poderia ser um ser humano comum? Um devoto puro não se confunde com comentários enganadores sobre o Bhagavad-gītā, pois sabe o que é o quê. Os versos originais do Bhagavad-gītā são tão claros como o sol; não requerem a luz da lâmpada de comentadores tolos.