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Capítulo 13 · 4 / 29

13.5

ऋषिभिर्बहुधा गीतं छन्दोभिर्विविधैः पृथक् ।
ब्रह्मसूत्रपदैश्चैव हेतुमद्भिर्विनिश्चितैः ॥५॥

ṛṣibhir bahudhā gītaṁ

chandobhir vividhaiḥ pṛthak

brahma-sūtra-padaiś caiva

hetumadbhir viniścitaiḥ

ṛṣibhiḥ—pelos sábios eruditos; bahudhā—de muitas maneiras; gītām—descrito; chandobhiḥ—hinos Védicos; vividhaiḥ—em vários; pṛthak—de modos diversos; brahma-sūtra—o Vedānta; padaiḥ—aforismo; ca—também; eva—certamente; hetumadbhiḥ—com causa e efeito; viniścitaiḥ—verifica.

Esse conhecimento do campo de atividades e do conhecedor das atividades é descrito por vários sábios em diversos escritos Védicos — especialmente no Vedānta-sūtra — e é apresentado com todo o raciocínio quanto à causa e ao efeito.

A Suprema Personalidade de Deus, Kṛṣṇa, é a mais elevada autoridade em explicar este conhecimento. Ainda assim, como é natural, eruditos versados e autoridades reconhecidas sempre apresentam evidências de autoridades anteriores. Kṛṣṇa explica este pontilhão controverso a respeito da dualidade e da não-dualidade da alma e da Superalma referindo-Se às Escrituras, ao Vedānta, que são aceitas como autoridade. Primeiro, Ele diz que isto está de acordo com diversos sábios. Quanto aos sábios, além Dele próprio, Vyāsadeva, o autor do Vedānta-sūtra, é um grande sábio, e no Vedānta-sūtra a dualidade é perfeitamente explicada. E o pai de Vyāsadeva, Parāśara, também era um grande sábio, e em seus livros sobre religiosidade ele escreve: “aham tvaṁ ca athānye…” “Nós — você, eu e várias outras entidades vivas — somos todos transcendentais, embora estejamos em corpos materiais. Agora caímos nos modos da natureza material conforme nosso diferente karma. Por isso, alguns estão em níveis mais elevados, e outros se encontram na natureza inferior. As naturezas superior e inferior existem devido à ignorância e estão se manifestando num número infinito de entidades vivas. Mas a Superalma, que é infalível, não se contamina pelas três qualidades da natureza e é transcendental.” De modo semelhante, nos Vedas originais, faz-se uma distinção entre a alma, a Superalma e o corpo, especialmente no Kaṭha Upaniṣad.

Há uma manifestação da energia do Senhor Supremo conhecida como annamaya, pela qual se depende simplesmente do alimento para a existência. Esta é uma compreensão materialista do Supremo. Em seguida, há prāṇamaya; isso significa que, após perceber a Suprema Verdade Absoluta no alimento, pode-se perceber a Verdade Absoluta nos sintomas vivos, ou nas formas de vida. Em jñānamaya, o sintoma vivo desenvolve-se até o ponto de pensar, sentir e desejar. Depois há a compreensão do Brahman e a compreensão chamada vijñānamaya, pela qual a mente e os sintomas de vida da entidade viva distinguem-se da própria entidade viva. A etapa seguinte e suprema é ānandamaya, a compreensão da natureza plenamente bem-aventurada. Há, portanto, cinco estágios da compreensão do Brahman, que se chama brahma puccham. Destes, os três primeiros — annamaya, prāṇamaya e jñānamaya — envolvem os campos de atividades das entidades vivas. Transcendental a todos esses campos de atividades é o Senhor Supremo, que é chamado ānandamaya. No Vedānta-sūtra também, o Supremo é chamado ānandamayo ‘bhyāsāt. A Suprema Personalidade de Deus é, por natureza, plena de júbilo, e, para desfrutar de Sua bem-aventurança transcendental, expande-Se em vijñānamaya, prāṇamaya, jñānamaya e annamaya. Neste campo de atividades, a entidade viva é considerada o desfrutador, e diferente dela é o ānandamaya. Isso significa que, se a entidade viva decide desfrutar acoplando-se ao ānandamaya, então torna-se perfeita. Este é o quadro real do Senhor Supremo, como conhecedor supremo do campo, da entidade viva, como conhecedor subordinado, e da natureza do campo de atividades.