Capítulo 3 · 26 / 43
3.26
न बुद्धिभेदं जनयेदज्ञानां कर्मसङ्गिनाम् ।
जोषयेत्सर्वकर्माणि विद्वान्युक्तः समाचरन् ॥२६॥
na buddhi-bhedaṁ janayed
ajñānāṁ karma-saṅginām
joṣayet sarva-karmāṇi
vidvān yuktaḥ samācaran
na—não; buddhi-bhedam—perturbar a inteligência; janayet—faça; ajñānām—dos tolos; karma-saṅginām—apegados ao trabalho fruitivo; joṣayet—conjugado; sarva—todo; karmāṇi—trabalho; vidvān—erudito; yuktaḥ—todo ocupado; samācaran—praticando.
Que o sábio não perturbe a mente dos ignorantes que estão apegados à ação fruitiva. Eles não devem ser encorajados a abster-se do trabalho, mas a ocupar-se no trabalho com espírito de devoção.
Vedaiś ca sarvair aham eva vedyaḥ: este é o fim de todos os rituais Védicos. Todos os rituais, todas as execuções de sacrifícios e tudo o que está consignado nos Vedas, inclusive todas as direções para atividades materiais, destinam-se a compreender Kṛṣṇa, que é a meta última da vida. Mas, como as almas condicionadas nada conhecem além da gratificação dos sentidos, estudam os Vedas com esse fim. Por meio das regulações dos sentidos, contudo, a pessoa é gradualmente elevada à consciência de Kṛṣṇa. Por isso, uma alma realizada em consciência de Kṛṣṇa não deve perturbar os outros em suas atividades ou compreensão, mas deve agir mostrando como os resultados de todo trabalho podem ser dedicados ao serviço de Kṛṣṇa. A pessoa erudita e consciente de Kṛṣṇa pode agir de tal maneira que a pessoa ignorante que trabalha pela gratificação dos sentidos possa aprender como agir e como comportar-se. Embora o homem ignorante não deva ser perturbado em suas atividades, ainda assim, uma pessoa um pouco desenvolvida em consciência de Kṛṣṇa pode dedicar-se diretamente ao serviço do Senhor sem esperar por outras fórmulas Védicas. Para esse homem afortunado, não há necessidade de seguir os rituais Védicos, pois, na consciência direta de Kṛṣṇa, pode-se obter todos os resultados simplesmente ao seguir os deveres prescritos para uma pessoa em particular.