Capítulo 4 · 42 / 42
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तस्मादज्ञानसम्भूतं हृत्स्थं ज्ञानासिनात्मनः ।
छित्त्वैनं संशयं योगमातिष्ठोत्तिष्ठ भारत ॥४२॥
tasmād ajñāna-sambhūtaṁ
hṛt-sthaṁ jñānāsinātmanaḥ
chittvainaṁ saṁśayaṁ yogam
ātiṣṭhottiṣṭha bhārata
tasmāt—portanto; ajñāna-sambhūtam—resultado da ignorância; hṛt-stham—situadas no coração; jñāna—conhecimento; asinā—pela arma do; ātmanaḥ—do eu; chittvā—cortando; enam—esta; saṁśayam—dúvida; yogam—em yoga; ātiṣṭha—situe-se; uttiṣṭha—levante-se para lutar; bhārata—ó descendente de Bharata.
Portanto, as dúvidas que surgiram em seu coração por ignorância devem ser cortadas pela arma do conhecimento. Armado com o yoga, ó Bhārata, levante-se e lute.
O sistema de yoga instruído neste capítulo chama-se sanātana-yoga, ou atividades eternas executadas pela entidade viva. Este yoga tem duas divisões de ações sacrificiais: uma é chamada de sacrifício das próprias posses materiais, e a outra é chamada de conhecimento do eu, que é atividade espiritual pura. Se o sacrifício das próprias posses materiais não for acoplado para a realização espiritual, tal sacrifício torna-se material. Mas aquele que executa tais sacrifícios com um objetivo espiritual, ou em serviço devocional, faz um sacrifício perfeito. Quando chegamos às atividades espirituais, descobrimos que estas também se dividem em duas: a saber, a compreensão do próprio eu (ou da própria posição constitucional) e a verdade a respeito da Suprema Personalidade de Deus. Aquele que segue a senda do Gītā tal como ele é, pode compreender muito facilmente estas duas importantes divisões do conhecimento espiritual. Para ele, não há dificuldade em obter conhecimento perfeito do eu como parte integrante do Senhor. E tal compreensão é benéfica para essa pessoa, que facilmente compreende as atividades transcendentais do Senhor. No início deste capítulo, as atividades transcendentais do Senhor foram discutidas pelo próprio Senhor Supremo. Aquele que não compreende as instruções do Gītā é desprovido de fé, e deve ser considerado como alguém que faz mau uso da independência fragmentária a ele concedida pelo Senhor. Apesar de tais instruções, aquele que não compreende a verdadeira natureza do Senhor como a Personalidade de Deus eterna, bem-aventurada e onisciente é, certamente, o tolo número um. A ignorância pode ser removida pela aceitação gradual dos princípios da consciência de Kṛṣṇa. A consciência de Kṛṣṇa é despertada por diferentes tipos de sacrifícios aos semideuses, sacrifício a Brahman, sacrifício no celibato, na vida familiar, no controle dos sentidos, na prática do yoga místico, na penitência, no abandono das posses materiais, no estudo dos Vedas e na participação na instituição social chamada varṇāśrama-dharma. Todos esses são conhecidos como sacrifício, e todos eles se baseiam na ação regulada. Mas, dentro de todas essas atividades, o fator importante é a autorrealização. Aquele que busca esse objetivo é o verdadeiro estudante do Bhagavad-gītā, mas aquele que duvida da autoridade de Kṛṣṇa retrocede. Por conseguinte, aconselha-se a estudar o Bhagavad-gītā, ou qualquer outra escritura, sob a orientação de um mestre espiritual genuíno, com serviço e rendição. Um mestre espiritual genuíno está na sucessão discipular desde tempos eternos, e ele não se desvia em nada das instruções do Senhor Supremo, tal como foram transmitidas há milhões de anos ao deus do sol, de quem as instruções do Bhagavad-gītā desceram ao reino terreno. Deve-se, por isso, seguir a senda do Bhagavad-gītā tal como expressa no próprio Gītā e cuidar-se das pessoas interessadas em si mesmas, em busca de engrandecimento pessoal, que desviam outras da verdadeira senda. O Senhor é, sem dúvida, a pessoa suprema, e Suas atividades são transcendentais. Aquele que compreende isso é uma pessoa liberada desde o próprio início de seu estudo do Gītā.
Assim terminam os Significados Bhaktivedanta do Quarto Capítulo do Śrīmad-Bhagavad-gītā, no que se refere ao Conhecimento Transcendental.