Capítulo 1 · 14 / 39
1.14
ततः श्वेतैर्हयैर्युक्ते महति स्यन्दने स्थितौ ।
माधवः पाण्डवश्चैव दिव्यौ शङ्खौ प्रदध्मतुः ॥१४॥
tataḥ śvetair hayair yukte
mahati syandane sthitau
mādhavaḥ pāṇḍavaś caiva
divyau śaṅkhau pradadhmatuḥ
tataḥ—depois disso; śvetaiḥ—por brancos; hayaiḥ—cavalos; yukte—sendo atrelados a; mahati—na grande; syandane—quadriga; sthitau—assim situados; mādhavaḥ—Kṛṣṇa (o esposo da deusa da fortuna); pāṇḍavaḥ—Arjuna (o filho de Pāṇḍu); ca—também; eva—certamente; divyau—transcendentais; śaṅkhau—búzios; pradadhmatuḥ—soaram.
Do outro lado, tanto o Senhor Kṛṣṇa quanto Arjuna, postados numa grande quadriga puxada por cavalos brancos, fizeram soar seus búzios transcendentais.
Em contraste com o búzio soprado por Bhīṣmadeva, os búzios nas mãos de Kṛṣṇa e de Arjuna são descritos como transcendentais. O soar dos búzios transcendentais indicava que não havia esperança de vitória para o outro lado, pois Kṛṣṇa estava do lado dos Pāṇḍavas. Jayas tu pāṇḍu-putrāṇāṁ yeṣāṁ pakṣe janārdanaḥ. A vitória está sempre com pessoas como os filhos de Pāṇḍu, porque o Senhor Kṛṣṇa está associado a eles. E sempre que e onde quer que o Senhor esteja presente, ali também está a deusa da fortuna, pois a deusa da fortuna jamais vive sozinha, sem seu esposo. Por isso, vitória e fortuna aguardavam Arjuna, como indicava o som transcendental produzido pelo búzio de Viṣṇu, ou o Senhor Kṛṣṇa. Além disso, a quadriga em que os dois amigos se encontravam fora doada por Agni (o deus do fogo) a Arjuna, e isso indicava que essa quadriga era capaz de conquistar todos os flancos, por onde quer que fosse conduzida pelos três mundos.