Capítulo 1 · 2 / 39
1.2
सञ्जय उवाच ।
दृष्ट्वा तु पाण्डवानीकं व्यूढं दुर्योधनस्तदा ।
आचार्यमुपसंगम्य राजा वचनमब्रवीत् ॥२॥
sañjaya uvāca
dṛṣṭvā tu pāṇḍavānīkaṁ
vyūḍhaṁ duryodhanas tadā
ācāryam upasaṅgamya
rājā vacanam abravīt
sañjayaḥ—Sañjaya; uvāca—disse; dṛṣṭvā—depois de ver; tu—mas; pāṇḍava-anīkam—os soldados dos Pāṇḍavas; vyūḍham—dispostos em falange militar; duryodhanaḥ—o rei Duryodhana; tadā—naquele momento; ācāryam—o mestre; upasaṅgamya—aproximando-se; rājā—o rei; vacanam—palavras; abravīt—falou.
Sañjaya disse: Ó rei, após observar o exército reunido pelos filhos de Pāṇḍu, o rei Duryodhana dirigiu-se a seu mestre e proferiu as seguintes palavras:
Dhṛtarāṣṭra era cego de nascença. Infelizmente, também estava privado de visão espiritual. Ele sabia muito bem que seus filhos eram igualmente cegos em matéria de religião, e tinha certeza de que jamais poderiam chegar a um entendimento com os Pāṇḍavas, todos piedosos desde o nascimento. Ainda assim, tinha dúvidas sobre a influência do lugar de peregrinação, e Sañjaya pôde compreender o motivo de suas indagações sobre a situação no campo de batalha. Quis, portanto, animar o abatido rei e, dessa forma, advertiu-o de que seus filhos não fariam nenhum tipo de concessão sob a influência do lugar sagrado. Sañjaya, assim sendo, informou ao rei que seu filho, Duryodhana, depois de ver a força militar dos Pāṇḍavas, foi de imediato ao comandante-em-chefe, Droṇācārya, para informá-lo da real situação. Embora Duryodhana seja mencionado como rei, ainda assim teve que ir até o comandante por causa da gravidade da situação. Era, por isso, bastante apto para ser um político. Mas a aparência diplomática de Duryodhana não pôde disfarçar o medo que sentiu ao ver a disposição militar dos Pāṇḍavas.