Capítulo 1 · 3 / 39
1.3
पश्यैतां पाण्डुपुत्राणामाचार्य महतीं चमूम् ।
व्यूढां द्रुपदपुत्रेण तव शिष्येण धीमता ॥३॥
paśyaitāṁ pāṇḍu-putrāṇām
ācārya mahatīṁ camūm
vyūḍhāṁ drupada-putreṇa
tava śiṣyeṇa dhīmatā
paśya—contempla; etām—este; pāṇḍu-putrāṇām—dos filhos de Pāṇḍu; ācārya—ó mestre; mahatīm—grande; camūm—força militar; vyuḍham—disposta; drupada-putreṇa—pelo filho de Drupada; tava—teu; śiṣyeṇa—discípulo; dhīmatā—muito inteligente.
Ó meu mestre, contempla o grande exército dos filhos de Pāṇḍu, tão habilmente disposto por teu inteligente discípulo, o filho de Drupada.
Duryodhana, grande diplomata, queria apontar as deficiências de Droṇācārya, o grande brāhmaṇa comandante-em-chefe. Droṇācārya tivera certa contenda política com o rei Drupada, pai de Draupadī, esposa de Arjuna. Como resultado dessa disputa, Drupada realizou um grande sacrifício, pelo qual recebeu a bênção de ter um filho que seria capaz de matar Droṇācārya. Droṇācārya sabia disso perfeitamente bem e, contudo, como brāhmaṇa generoso, não hesitou em transmitir todos os seus segredos militares quando o filho de Drupada, Dhṛṣṭadyumna, lhe foi confiado para a educação militar. Ora, no Campo de Batalha de Kurukṣetra, Dhṛṣṭadyumna tomou o partido dos Pāṇḍavas, e foi ele quem dispôs sua falange militar, depois de ter aprendido a arte com Droṇācārya. Duryodhana apontou esse erro de Droṇācārya para que pudesse estar alerta e sem concessões na luta. Com isso, queria também indicar que ele não devia ser igualmente indulgente em batalha contra os Pāṇḍavas, que também eram alunos afetuosos de Droṇācārya. Arjuna, em especial, era seu aluno mais afetuoso e brilhante. Duryodhana advertiu, ainda, que tal indulgência no combate levaria à derrota.