Capítulo 10 · 25 / 40
10.27
उच्चैःश्रवसमश्वानां विद्धि माममृतोद्भवम् ।
ऐरावतं गजेन्द्राणां नराणां च नराधिपम् ॥२७॥
uccaiḥśravasam aśvānāṁ
viddhi mām amṛtodbhavam
airāvataṁ gajendrāṇāṁ
narāṇāṁ ca narādhipam
uccaiḥśravasam—Uccaiḥśravā; aśvānām—entre os cavalos; viddhi—conhece; mām—a Mim; amṛta-udbhavam—produzido pela batedura do oceano; airāvatam—Airāvata; gajendrāṇām—dos elefantes; narāṇām—entre os seres humanos; ca—e; narādhipam—o rei.
Dos cavalos, sabe que sou Uccaiḥśravā, que surgiu do oceano, nascido do elixir da imortalidade; dos elefantes senhoriais, sou Airāvata, e entre os homens, sou o monarca.
Os semideuses devotos e os demônios (asuras) certa vez fizeram uma viagem marítima. Nessa viagem, foram produzidos néctar e veneno, e o Senhor Śiva bebeu o veneno. Do néctar foram produzidas muitas entidades, dentre as quais havia um cavalo chamado Uccaiḥśravā. Outro animal produzido do néctar foi um elefante chamado Airāvata. Como esses dois animais foram produzidos do néctar, têm significado especial e são representativos de Kṛṣṇa.
Entre os seres humanos, o rei é o representante de Kṛṣṇa, pois Kṛṣṇa é o mantenedor do universo, e os reis, que são designados em razão de suas qualificações divinas, são os mantenedores de seus reinos. Reis como Mahārāja Yudhiṣṭhira, Mahārāja Parīkṣit e o Senhor Rāma foram todos reis altamente justos, que sempre pensavam no bem-estar dos cidadãos. Na literatura Védica, o rei é considerado o representante de Deus. Nesta era, contudo, com a corrupção dos princípios da religião, a monarquia decaiu e agora finalmente foi abolida. Deve-se compreender, contudo, que, no passado, as pessoas eram mais felizes sob reis justos.