Capítulo 10 · 31 / 40
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अक्षराणामकारोऽस्मि द्वन्द्वः सामासिकस्य च ।
अहमेवाक्षयः कालो धाताहं विश्वतोमुखः ॥३३॥
akṣarāṇām a-kāro ‘smi
dvandvaḥ sāmāsikasya ca
aham evākṣayaḥ kālo
dhātāhaṁ viśvato-mukhaḥ
akṣarāṇām—das letras; akāraḥ—a primeira; asmi—Eu sou; dvandvaḥ—dual; sāmāsikāsya—dos compostos; ca—e; aham—Eu sou; eva—certamente; akṣayaḥ—eterno; kālaḥ—tempo; dhātā—criador; aham—Eu sou; viśvato-mukhaḥ—Brahmā.
Das letras, sou a letra A, e entre os compostos, sou a palavra dual. Sou também o tempo inesgotável, e dos criadores sou Brahmā, cujas múltiplas faces se voltam em todas as direções.
Akāra, a primeira letra do alfabeto sânscrito, é o início da literatura Védica. Sem akāra, nada pode ser pronunciado; por isso, é o início do som. Em sânscrito também há muitas palavras compostas, das quais a palavra dual, como Rāma-kṛṣṇa, chama-se dvandvaḥ. Por exemplo, Rāma e Kṛṣṇa têm o mesmo ritmo, e por isso são chamados de duais.
Entre todos os tipos de matadores, o tempo é o supremo, pois o tempo mata tudo. O tempo é o representante de Kṛṣṇa, porque, no devido curso do tempo, haverá um grande fogo e tudo será aniquilado.
Entre os criadores e as entidades vivas, Brahmā é o principal. Os vários Brahmās exibem quatro, oito, dezesseis etc. cabeças, conforme o caso, e são os criadores principais em seus respectivos universos. Os Brahmās são representantes de Kṛṣṇa.