Capítulo 3 · 2 / 43
3.2
व्यामिश्रेणेव वाक्येन बुद्धिं मोहयसीव मे ।
तदेकं वद निश्चित्य येन श्रेयोऽहमाप्नुयाम् ॥२॥
vyāmiśreṇeva vākyena
buddhiṁ mohayasīva me
tad ekaṁ vada niścitya
yena śreyo ‘ham āpnuyām
vyāmiśreṇa—por equívocas; iva—como; vākyena—palavras; buddhim—inteligência; mohayasi—confundindo; iva—como; me—minha; tat—portanto; ekam—somente uma; vada—por favor, dize; niścitya—averiguando; yena—pelo qual; śreyaḥ—o verdadeiro benefício; aham—eu; āpnuyām—possa obtê-lo.
Minha inteligência está confundida por Tuas instruções equívocas. Por isso, peço-Te que me digas decisivamente o que me é mais benéfico.
No capítulo anterior, como prelúdio do Bhagavad-gītā, foram explicadas muitas sendas distintas, tais como o sāṅkhya-yoga, o buddhi-yoga, o controle dos sentidos pela inteligência, o trabalho sem desejo fruitivo e a posição do neófito. Tudo isso foi apresentado de modo assistemático. Far-se-ia necessário um esboço mais organizado da senda para a ação e a compreensão. Arjuna, portanto, queria esclarecer essas questões aparentemente confusas, a fim de que qualquer homem comum pudesse aceitá-las sem má interpretação. Embora Kṛṣṇa não tivesse a intenção de confundir Arjuna por meio de qualquer malabarismo de palavras, Arjuna não conseguia seguir o processo da consciência de Kṛṣṇa — nem pela inércia nem pelo serviço ativo. Em outras palavras, com suas perguntas, ele desbrava a senda da consciência de Kṛṣṇa para todos os alunos que sinceramente desejam compreender o mistério do Bhagavad-gītā.