Capítulo 3 · 1 / 43
3.1
अर्जुन उवाच ।
ज्यायसी चेत्कर्मणस्ते मता बुद्धिर्जनार्दन ।
तत्किं कर्मणि घोरे मां नियोजयसि केशव ॥१॥
arjuna uvāca
jyāyasī cet karmaṇas te
matā buddhir janārdana
tat kiṁ karmaṇi ghore māṁ
niyojayasi keśava
arjunaḥ—Arjuna; uvāca—disse; jyāyasī—falando muito altamente; cet—embora; karmaṇaḥ—do que a ação fruitiva; te—Tua; matā—opinião; buddhiḥ—inteligência; janārdana—ó Kṛṣṇa; tat—portanto; kim—por que; karmaṇi—em ação; ghore—medonha; mām—a mim; niyojayasi—ocupando-me; keśava—ó Kṛṣṇa.
Arjuna disse: Ó Janārdana, ó Keśava, por que desejas ocupar-me nesta guerra medonha, se consideras que a inteligência é melhor do que o trabalho fruitivo?
A Suprema Personalidade de Deus, Śrī Kṛṣṇa, descreveu muito minuciosamente a constituição da alma no capítulo anterior, com o intuito de libertar Seu amigo íntimo Arjuna do oceano da aflição material. E recomendou-se a senda da realização: o buddhi-yoga, ou consciência de Kṛṣṇa. Por vezes, a consciência de Kṛṣṇa é mal compreendida como inércia, e quem assim a entende equivocadamente costuma retirar-se a um lugar isolado para tornar-se plenamente consciente de Kṛṣṇa cantando o santo nome do Senhor Kṛṣṇa. No entanto, sem ter sido instruído na filosofia da consciência de Kṛṣṇa, não é aconselhável cantar o santo nome de Kṛṣṇa em um local isolado, onde se pode obter apenas a admiração barata do público inocente. Arjuna também concebia a consciência de Kṛṣṇa, ou buddhi-yoga, ou seja, a inteligência no avanço espiritual do conhecimento, como algo semelhante ao retiro da vida ativa e à prática de penitência e austeridade em um lugar isolado. Em outras palavras, ele queria habilmente esquivar-se do combate, usando a consciência de Kṛṣṇa como pretexto. Porém, como aluno sincero, expôs a questão a seu mestre e perguntou a Kṛṣṇa qual seria seu melhor curso de ação. Em resposta, o Senhor Kṛṣṇa explicou minuciosamente o karma-yoga, ou trabalho em consciência de Kṛṣṇa, neste Terceiro Capítulo.