Capítulo 3 · 36 / 43
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अर्जुन उवाच ।
अथ केन प्रयुक्तोऽयं पापं चरति पूरुषः ।
अनिच्छन्नपि वार्ष्णेय बलादिव नियोजितः ॥३६॥
arjuna uvāca
atha kena prayukto ‘yaṁ
pāpaṁ carati pūruṣaḥ
anicchann api vārṣṇeya
balād iva niyojitaḥ
arjunaḥ uvāca—Arjuna disse; atha—doravante; kena—por que; prayuktaḥ—impulsionado; ayam—um; pāpam—pecados; carati—age; pūruṣaḥ—um homem; anicchan—sem desejar; api—embora; vārṣṇeya—ó descendente de Vṛṣṇi; balāt—à força; iva—como se; niyojitaḥ—ocupado.
Arjuna disse: Ó descendente de Vṛṣṇi, pelo que é alguém impulsionado a atos pecaminosos, mesmo involuntariamente, como se ocupado à força?
Uma entidade viva, como parte integrante do Supremo, é originalmente espiritual, pura e livre de toda contaminação material. Por isso, por natureza, não está sujeita aos pecados do mundo material. Mas, quando está em contato com a natureza material, age de muitas maneiras pecaminosas sem hesitação, e, às vezes, até mesmo contra sua vontade. Assim, a pergunta de Arjuna a Kṛṣṇa é muito pertinente quanto à natureza pervertida das entidades vivas. Embora a entidade viva às vezes não queira agir em pecado, ainda assim é forçada a agir. As ações pecaminosas, contudo, não são impulsionadas pela Superalma interior, mas devem-se a outra causa, conforme o Senhor explica no verso seguinte.