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Capítulo 5 · 25 / 27

5.26

कामक्रोधवियुक्तानां यतीनां यतचेतसाम् ।
अभितो ब्रह्मनिर्वाणं वर्तते विदितात्मनाम् ॥२६॥

kāma-krodha-vimuktānāṁ

yatīnāṁ yata-cetasām

abhito brahma-nirvāṇaṁ

vartate viditātmanām

kāma—desejos; krodha—ira; vimuktānām—daqueles que estão assim liberados; yatīnām—das pessoas santas; yata-cetasām—de pessoas que têm pleno controle sobre a mente; abhitaḥ—assegurada num futuro próximo; brahma-nirvāṇam—liberação no Supremo; vartate—está aí; vidita-ātmanām—dos que são autorrealizados.

Aqueles que estão livres da ira e de todos os desejos materiais, que são autorrealizados, autodisciplinados e constantemente se esforçam pela perfeição, têm assegurada a liberação no Supremo num futuro muito próximo.

Das pessoas santas que estão constantemente engajadas no esforço pela salvação, aquela que está em consciência de Kṛṣṇa é a melhor de todas. O Bhāgavatam confirma este fato da seguinte maneira:

yat-pāda-paṅkaja-palāśa-vilāsa-bhaktyā

karmāśayaṁ grathitam udgrathayanti santaḥ

tadvan na rikta-matayo yatayo ‘pi ruddha-

srotogaṇās tam araṇaṁ bhaja vāsudevam.

“Tenta apenas adorar, em serviço devocional, Vāsudeva, a Suprema Personalidade de Deus. Mesmo grandes sábios não conseguem controlar as forças dos sentidos com a eficácia daqueles que estão ocupados em bem-aventurança transcendental servindo aos pés de lótus do Senhor, arrancando o desejo profundamente arraigado pelas atividades fruitivas.” (Bhāg. 4.22.39)

Na alma condicionada, o desejo de desfrutar dos resultados fruitivos do trabalho está tão profundamente arraigado que é muito difícil até para os grandes sábios controlar tais desejos, apesar de grandes esforços. Um devoto do Senhor, constantemente ocupado em serviço devocional em consciência de Kṛṣṇa, perfeito em autorrealização, alcança muito rapidamente a liberação no Supremo. Devido a seu conhecimento completo em autorrealização, permanece sempre em transe. Para citar um exemplo análogo disto:

darśana-dhyāna-saṁsparśair matsya-kūrma-vihaṅgamāḥ

svānya patyāni puṣṇanti tathāham api padmaja.

“Pela visão, pela meditação e pelo toque apenas, o peixe, a tartaruga e os pássaros mantêm sua prole. De modo semelhante, também faço Eu, ó Padmaja!”

O peixe cria sua prole simplesmente olhando para ela. A tartaruga cria sua prole simplesmente pela meditação. Os ovos da tartaruga são postos em terra, e a tartaruga medita sobre os ovos enquanto está na água. De modo semelhante, um devoto em consciência de Kṛṣṇa, embora longe da morada do Senhor, pode elevar-se a essa morada simplesmente pensando Nele constantemente — pela ocupação em consciência de Kṛṣṇa. Ele não sente as dores das misérias materiais; este estado de vida chama-se brahma-nirvāṇa, ou a ausência das misérias materiais por estar constantemente imerso no Supremo.