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Capítulo 10 · 34 / 40

10.36

द्यूतं छलयतामस्मि तेजस्तेजस्विनामहम् ।
जयोऽस्मि व्यवसायोऽस्मि सत्त्वं सत्त्ववतामहम् ॥३६॥

dyūtaṁ chalayatām asmi

tejas tejasvinām aham

jayo ‘smi vyavasāyo ‘smi

sattvaṁ sattvavatām aham

dyūtam—jogo de azar; chalayatām—de todos os trapaceiros; asmi—Eu sou; tejaḥ—esplêndido; tejasvinām—de tudo o que é esplêndido; aham—Eu sou; jayaḥ—vitória; asmi—Eu sou; vyavasāyaḥ—aventura; asmi—Eu sou; sattvam—força; sattvavatām—de todos os fortes; aham—Eu sou.

Sou também o jogo dos trapaceiros, e do esplêndido sou o esplendor. Sou a vitória, sou a aventura e sou a força dos fortes.

Há muitos tipos de trapaceiros por todo o universo. De todos os processos de trapaça, o jogo de azar destaca-se como supremo e, por isso, representa Kṛṣṇa. Como o Supremo, Kṛṣṇa pode ser mais astuto do que qualquer mero homem. Se Kṛṣṇa optar por ludibriar uma pessoa, ninguém pode superá-Lo em Sua astúcia. Sua grandeza não é apenas unilateral – é multilateral.

Entre os vitoriosos, Ele é a vitória. Ele é o esplendor do esplêndido. Entre os industriais empreendedores, Ele é o mais empreendedor. Entre os aventureiros, Ele é o mais aventureiro, e entre os fortes, Ele é o mais forte. Quando Kṛṣṇa esteve presente na Terra, ninguém pôde superá-Lo em força. Mesmo em Sua infância, Ele ergueu a colina Govardhana. Ninguém pode superá-Lo em trapaça, ninguém pode superá-Lo em esplendor, ninguém pode superá-Lo em vitória, ninguém pode superá-Lo em empreendimento, e ninguém pode superá-Lo em força.